Quem sou eu

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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

ZZ Top - "Over You"

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domingo, 6 de maio de 2018

SOBRE A IDEIA DO ETERNO RETORNO (Excerto da obra "A insustentável leveza do ser" - Milan Kundera)

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O eterno retorno é uma ideia misteriosa, e Nietzsche, com essa ideia, colocou muitos filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir tal como foi vivido e que essa repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato?
O mito do eterno retorno nos diz, por negação, que a vida que vai desaparecer de uma vez por todas, e que não mais voltará, é semelhante a uma sombra, que ela é sem peso, que está morta desde hoje, e que, por mais atroz, mais bela, mais esplêndida que seja, essa beleza, esse horror, esse esplendor, não tem o menor sentido. Essa vida não deve ser considerada mais importante do que uma guerra entre dois reinos africanos do século XIV, que não alterou em nada a face do mundo, embora trezentos mil negros tenham encontrado a morte através de indescritíveis suplícios.
Será que essa guerra entre dois reinos africados do século XIV se modifica pelo fato de se repetir um número incalculável de vezes no eterno retorno?
Sim, certamente: ela se tornará um bloco que se forma e perdura, e sua tolice será sem remissão.
Se a Revolução Francesa devesse repetir-se eternamente, a historiografia francesa se mostraria menos orgulhosa de Robespierre. Mas, como ela trata de uma coisa que não voltará, os anos sangrentos não são mais que palavras, teorias, discussões - são mais leves que uma pluma, já não provocam medo. Existe uma enorme diferença entre um Robespierre que não aparece senão uma vez na história e um Robespierre que voltasse eternamente cortando a cabeça dos franceses.
Digamos, portanto, que a ideia do eterno retorno designa uma perspectiva na qual as coisas não parecem ser como nós as conhecemos: elas nos aparecem sem a circunstância atenuante de sua fugacidade.
Essa circunstância atenuante nos impede, com efeito, de pronunciar qualquer veredicto. Como condenar o que é efêmero? As nuvens alaranjadas do crepúsculo douram todas as coisas com o encanto da nostalgia, inclusive a guilhotina.
Não há muito tempo, eu mesmo fui dominado por este fato: parecia-me incrível, mas, folheando um livro sobre Hitler, fiquei emocionado diante de algumas de suas fotos; elas me lembravam o tempo de minha infância; eu a vivi durante a guerra; diversos membros de minha família foram mortos nos campos de concentração nazistas; mas o que era a morte deles diante dessa fotografia de Hitler que me lembrava de um tempo passado da minha vida, um tempo que não voltaria mais?
Essa reconciliação com Hitler trai a perversão moral inerente a um mundo fundado essencialmente sobre a inexistência do retorno, pois nesse mundo tudo é perdoado por antecipação e tudo é, portanto, cinicamente perdido.

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Se cada segundo de nossa vida deve se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Que ideia atroz! No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de um insustentável leveza. Isso é o que fazia com que Nietzsche dissesse que a ideia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos (das schwerste Gewicht).
Se o eterno retorno é o mais pesado dos fardos, nossas vidas, sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda a sua esplêndida leveza.
Mas, na verdade, será atroz o peso e bela a leveza?
O mais pesado fardo nos esmaga, nos faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, porém, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino. O fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da mais intensa realização vital. Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está a nossa vida, e mais ela é real e verdadeira.
Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, com que ele voe,se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes.
Então, o que escolher? O peso ou a leveza?
Foi a pergunta que Parmênides fez a si mesmo no século VI antes de Cristo. Segundo ele, o universo está dividido em duplas de contrários: a luz e a obscuridade, o grosso e o fino, o quente e o frio, o ser e o não-ser. Ele considerava que um dos polos da contradição é positivo (o claro, o quente, o fino, o ser), o outro, negativo. Essa divisão em polos positivo e negativo pode nos parecer de uma facilidade pueril. Menos em um dos casos: o que é positivo, o peso ou a leveza?
Parmênides respondia:o leve é positivo, o pesado negativo. Teria ou não razão? Essa é a questão. Uma coisa é certa. A contradição pesado-leve é a mais misteriosa e a mais ambígua de todas as contradições.

(KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, pp. 09-11)

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E DA ESCRITA

domingo, 29 de abril de 2018

The Cult - Love Removal Machine

Carl Rogers - Tornar-se pessoa

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Carl Ransom Rogers (1902 – 1987) - psicólogo


"Descobri que permitir-me compreender uma outra pessoa é de enorme valia. A maneira com que expressei esse pensamento talvez lhe pareça estranha. Será necessário alguém permitir-se compreender o outro? Acredito que sim. Nossa primeira reação à maioria das afirmações (que ouvimos as outras pessoas fazerem) é uma avaliação ou um julgamento, mas não uma compreensão delas. Quando alguém expressa sentimentos, atitudes ou crenças, nossa tendência é quase imediatamente sentir que 'isto é certo', 'isto é tolice', 'isto é anormal', 'isto é insensato', 'isto é incorreto', 'isto não é bom'. Raramente, e muito raramente, permitimo-nos compreender precisamente o que significam as afirmações de outra pessoa." (Carl Rogers - Tornar-se pessoa)

sábado, 31 de março de 2018

sexta-feira, 30 de março de 2018

This Is Your Brain on Exercise: Why Physical Exercise (Not Mental Games) Might Be the Best Way to Keep Your Mind Sharp

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In the United States and the UK, we've seen the emergence of a multibillion-dollar brain training industry, premised on the idea that you can improve your memory, attention and powers of reasoning through the right mental exercises. You've likely seen software companies and web sites that market games designed to increase your cognitive abilities. And if you're part of an older demographic, worried about your aging brain, you've perhaps been inclined to give those brain training programs a try. Whether these programs can deliver on their promises remains an open question--especially seeing that a 2010 scientific study from Cambridge Universityand the BBC concluded that there's "no evidence to support the widely held belief that the regular use of computerised brain trainers improves general cognitive functioning in healthy participants..."
And yet we shouldn't lose hope. A number of other scientific studies suggest that physical exercise--as opposed to mental exercise--can meaningfully improve our cognitive abilities, from childhood through old age. One study led by Charles Hillman, a professor of kinesiology and community health at the University of Illinois, found that children who regularly exercise, writes The New York Times:
displayed substantial improvements in ... executive function. They were better at “attentional inhibition,” which is the ability to block out irrelevant information and concentrate on the task at hand ... and had heightened abilities to toggle between cognitive tasks. Tellingly, the children who had attended the most exercise sessions showed the greatest improvements in their cognitive scores.
And, hearteningly, exercise seems to confer benefits on adults too. A study focusing on older adults already experiencing a mild degree of cognitive impairment found that resistance and aerobic training improved their spatial memory and verbal memory. Another study found that weight training can decrease brain shrinkage, a process that occurs naturally with age.
If you're looking to get the gist of how exercise promotes brain health, it comes down to this:
Exercise triggers the production of a protein called brain-derived neurotrophic factor, or BDNF, which helps support the growth of existing brain cells and the development of new ones.
With age, BDNF levels fall; this decline is one reason brain function deteriorates in the elderly. Certain types of exercise, namely aerobic, are thought to counteract these age-related drops in BDNF and can restore young levels of BDNF in the age brain.
That's how The Chicago Tribune summarized the findings of a 1995 study conducted by researchers at the University of California-Irvine. You can get more of the nuts and bolts by reading The Tribune's recent article, The Best Brain Exercise May be Physical. (Also see Can You Get Smarter?)
You're perhaps left wondering what's the right dose of exercise for the brain? And guess what, Gretchen Reynolds, the phys ed columnist for The Times' Well blog, wrote a column on just that this summer. Although the science is still far from conclusive, a new study conducted by The University of Kansas Alzheimer’s Disease Center found that small doses of exercise could lead to cognitive improvements. Writes Reynolds, "the encouraging takeaway from the new study ... is that briskly walking for 20 or 25 minutes several times a week — a dose of exercise achievable by almost all of us — may help to keep our brains sharp as the years pass."

Fonte: Open Culture

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