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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A relação científica entre países felizes e o suicídio


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Países em que as pessoas se sentem mais felizes tendem a apresentar índices mais altos de suicídio, segundo pesquisadores britânicos e americanos.

Os especialistas sugerem que a explicação para o fenômeno estaria na tendência dos seres humanos de se comparar uns aos outros.

Sentir-se infeliz em um ambiente onde a maioria das pessoas se sente feliz aumenta a sensação de infelicidade e a probabilidade de que a pessoa infeliz recorra ao suicídio, a equipe concluiu.

O estudo foi feito por especialistas da University of Warwick, na Grã-Bretanha, Hamilton College, em Nova York e do Federal Reserve Bank em San Francisco, Califórnia, e será publicado na revista científica Journal of Economic Behavior & Organization.

Ele se baseia em dados internacionais e em informações coletadas nos Estados Unidos.

Nos EUA, os pesquisadores compararam dados obtidos a partir de depoimentos de 1,3 milhão de americanos selecionados de forma aleatória com depoimentos sobre suicídio obtidos a partir de uma outra amostra, também aleatória, com um milhão de americanos.

Comentário: O sociólogo Émile Durkheim, autor de um estudo consagrado sobre o tema, primeiro a se debruçar sobre a questão, afirmava que o suicídio era um fato social normal, como o crime, por exemplo, só alcançando a condição de fatos sociais patológicos quando passarem a atingir taxas de crescimento elevadas.

Ainda segundo seus estudos, mesmo sendo importantes para a análise, estatísticas, por si só, não são suficientes para determinar a causa de tal ato extremo.

Múltiplas podem ser as razões de um suicídio anômico: desde a ausência de freios normativos ou morais, passando por crises econômicas, existenciais, doença, etc. São os chamados 'estados excepcionais'.

Embora acionado por causas sociais, o fenômeno suicida parte de um ato intencional do indivíduo. Não discutamos aqui se refletido ou impensado. Mas trata-se de inegável ato de intencionalidade personalíssima, cujas razões de fundo estão aquém do que possamos de fato mensurar.
Quanto aos dados e conclusões parciais do estudo americano, relacionando grau maior de felicidade social com taxas também maiores de suicídios,  antes de podermos afirmar categoricamente que a relação levantada exista, entendo apenas que pode se perceber que a prosperidade material e a liberdade desenfreada de certos meios sociais trazem, por vezes, a ilusão de tudo poder (uma fome insaciável de transgredir, de ir além das convenções, uma ânsia por novidades que preencham o cotidiano redundante de certas pessoas),  o que acaba levando certos indivíduos à prática mais constante de tal ato extremo.


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