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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

domingo, 22 de maio de 2011

Filho de Victorino Freire manifesta indignação com biografia de Sarney


POR OSWALDO VIVIANI, do Jornal Pequeno online

Em cartas enviadas ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB), e à jornalista Regina Echeverria, no último dia 17, Luiz Fernando de Oliveira Freire, de 72 anos, filho de Victorino Freire – líder político que comandou a política maranhense por quase 30 anos – manifesta indignação em relação ao conteúdo referente a Victorino presente na biografia autorizada do senador (Sarney, A Biografia, de Regina Echeverria, Editora Leya), lançada em março. “A leitura do livro causou-me decepção, surpresa, indignação e asco”, escreve Luiz Fernando na carta a Sarney.
Chamando sempre Sarney de “você”, Luiz Fernando Freire – que foi deputado federal (1963 a 1967) e senador (1980 a 1983) – afirma que “é lamentável a facilidade com que a versão dos fatos foi tão alterada e ferida sem a menor consideração pela verdade, como se ela não existisse”.
“Você [Sarney] foi capaz de, sem nenhum cuidado, permitir-se relatar ou endossar versões de fatos nitidamente falsos”, acusa o filho de Vitorino, que diz ainda ter sentido “asco” ao “ver até que ponto pode chegar uma sistêmica deturpação no relato de momentos históricos, e ainda mais grave, como as biografias de personalidades, para dizer o mínimo, nacionalmente controvertidas, podem servir de pretensos documentos dignos de credibilidade, quando na verdade o que despudoradamente objetivam é tentar criar, reconstruir ou reabilitar condenáveis comportamentos, habituais em determinadas trajetórias políticas pessoais na vida brasileira”.
Luiz Fernando Freire termina a carta a Sarney afirmando: “Você é um homem que alcançou os mais altos postos da vida pública brasileira, ou pela competência ou pela sorte. A sua vida estará, favoravelmente ou não, nos livros de nossa história. Assim mesmo, permita-me dizer-lhe que, com todos os seus títulos e honrarias, não troco a sua biografia pela de meu pai”.
‘Folclore’ e ‘fantasia’ – Já na carta à jornalista Regina Echeverria, autora da biografia de José Sarney, o filho de Victorino Freire, contesta informações presentes em 25 páginas do livro.
Entre outros relatos questionados, Luiz Fernando atribui ao “folclore político” a informação de que seu pai teria mandado aplicar, nos anos 30, uma surra de chibata “em toda a diretoria da Associação Comercial” (página 55 da biografia de Sarney).
Também classifica de “fantasioso” o relato da página 237, no qual Sarney conta que passou a andar armado na década de 60, preparado para um eventual confronto, depois que Victorino Freire ameaçou “arrancar seu bigode à pinça”.
Escreve Luiz Fernando a Regina Echeverria: “Aqui chegamos ao trecho mais fantasioso do seu livro, onde evidencia-se o gosto pela ficção. No que se refere à coragem de José Sarney, só mesmo nas páginas do seu livro ele enfrentaria Victorino Freire. Oportunidades para atirar em meu pai, ele teve inúmeras, mas nunca nem sequer ensaiou fazê-lo. Se ele abrisse o paletó e ostensivamente mostrasse um revólver para Victorino Freire, meu pai atiraria logo nele, até porque isso era uma coisa que ele estava ansioso por fazer (...). Se por acaso, num rasgo de coragem, Sarney tivesse puxado um revólver para o meu pai, posso lhe garantir que ele não sobreviveria. Tanto ele sabia disse que nunca ameaçou meu pai com arma nenhuma”.
No final da carta a Regina Echeverria, Luiz Fernando Freire afirma: “A tentativa de apresentar o senador Victorino Freire como tudo aquilo que ele não foi, além de desprezível, desmerece e desonra o seu trabalho. E em se tratando de biografias, existe nas bancas de revistas e livrarias um livro que está fazendo muito sucesso, intitulado ‘Honoráveis Bandidos’ [de Palmério Dória, Editora Geração]. O retrato da capa do livro não é o do meu pai”.
Veja a seguir a íntegra da carta enviada por Luiz Fernando Freire a José Sarney. A íntegra da carta enviada a Regina Echeverria será publicada pelo Jornal Pequeno numa edição posterior.
‘A leitura da biografia causou-me decepção, surpresa, indignação e asco’
Rio de Janeiro, 17 de maio de 2011
Meu caro Sarney,
Anexo a esta, envio-lhe cópia autenticada da carta que enviei à jornalista Regina Echeverria, autora do livro “Sarney – A Biografia”, carta que, assim como esta, obrigo-me a dar publicidade como um contraponto a alguns tópicos daquela obra.
A leitura daquele livro causou-me reações e sentimentos diversos, como DECEPÇÃO, SURPRESA, INDIGNAÇÃO E ASCO.
DECEPÇÃO, especialmente com você, pelas declarações e versões a você atribuídas, por você não desmentidas, e aparentemente confirmadas, sobre episódios envolvendo meu digno e ilustre pai, tanto na política maranhense como em relação à sua pessoa. É lamentável a facilidade com que a versão dos fatos foi tão alterada e ferida sem a menor consideração pela verdade, como se ela não existisse.
SURPRESA, por verificar que você foi capaz de, sem nenhum cuidado, permitir-se relatar ou endossar versões de fatos nitidamente falsos, descuidos que, sem nenhuma dúvida, levariam a um estremecimento em nossas relações pessoais, relações que, a despeito de nossas diferenças políticas, conseguiram atravessar tantos anos de permanentes atenções de parte a parte.
INDIGNAÇÃO, por constatar que as velhas e insultuosas estórias inventadas pelos opositores de meu pai, entre os quais você se incluía e ainda se inclui, voltam a ser repisadas, mais de trinta anos depois de seu falecimento. E o pior, Sarney, é que você, como oriundo do próprio vitorinismo que passou a condenar, conhece os fatos como realmente aconteceram, mas prefere concordar com injuriosas e mesquinhas fantasias, como se isso pudesse modificar a realidade da história, que colocou meu pai no mais alto patamar da honra e da dignidade.
E, finalmente, ASCO, ao ver até que ponto pode chegar uma sistêmica deturpação no relato de momentos históricos, e ainda mais grave, como as biografias de personalidades, para dizer o mínimo, nacionalmente controvertidas, podem servir de pretensos documentos dignos de credibilidade, quando na verdade o que despudoradamente objetivam é tentar criar, reconstruir ou reabilitar condenáveis comportamentos, habituais em determinadas trajetórias políticas pessoais na vida brasileira.
Você é um homem que alcançou os mais altos postos da vida pública brasileira, ou pela competência ou pela sorte. A sua vida estará, favoravelmente ou não, nos livros de nossa história. Assim mesmo, permita-me dizer-lhe que, com todos os seus títulos e honrarias, não troco a sua biografia pela de meu pai.
Atenciosamente,
Luiz Fernando Freire

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