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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Parece madrugada


 Parece madrugada

Parece madrugada. Olhos mórbidos no além.
Além das placas, além dos postes,
homens inóspitos se contorcem.
Parece frio, mas é coração.
Vazio teatro sem público,
sem espetáculo.
Ilusões efetivas, como lanças,
como farpas, ferem, furam, rasgam.

Luminárias com seus pálidos fachos.
Mesas desertas, cadeiras sem ninguém.
"Pode sentar! Não paga nada."
"Fique à vontade!"
Parece madrugada.

Parece desvio, mas é caminho
sem volta, sem portas, campainhas...
Só o medo não desata. Só o desejo flui sem pejos.
Mas não há gozos, não há beijos. Só risadas de ontem.
Nos estertores de um arremedo.

Um arremesso, um arremate. 
Um xeque-mate nos sentimentos.
Não sei se é cedo, não sei se é tarde,

Parece lisonja, mas é desprezo,
o olhar que não ronda, a voz que não fala,
o assédio que não pega, a mão que nunca afaga.
Pranto resguardado em canto de olhos fugidios.
Um frio terrível que nunca passa...
Um silêncio inapelável nos fundos da casa.

Parece amor, mas é precipício.
Parece abismo, mas é solidão.

Parece vida essa madrugada.


Rogério Rocha.







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