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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Traços poéticos - Semente


Semente




A semente ao chão, cansada de luta, não brota mais em meio ao vácuo.
Semente antiga, semente eterna e cansada, não quer mais brotar no nada.
Chora a terra, a mãe serpente, a ígnea infância, rompendo camadas, vem.
Um dia vem de novo a vida, a solidão correndo com força inclemente.
Todos sonham com a partida que sorri, seus lábios dóceis versejam mel, 
Na virada de um ano atroz, em que meninos livres dançaram ao vento. 
Surgem na aurora os lírios abstratos, resvalam sobre a fina pele molhada, 
Adornando corpos imberbes, futuros entes celestes, ardentes lembranças.
A semente amorosa roda em seu ciclo indefinido, latente o germe bendito
Em sua força motriz, servindo a seu próprio destino um limite aparente, 
Mas em nada estreito... mergulham suas cenas na perfeita consumação.


No fruto a nova semente aparece. Regenera-se na virtude da volta.
Um ciclo que se fecha no absoluto, cravando a ferida na cura,
a morte na vida.
A semente cansada, no eterno se esparrama.
Deitada sob o solo faz sua cama.
Não espera o espanto. Não canta a sua espera.
Germina minha morte na estrada esquecida.
Semeia o adeus nos escombros de uma quimera.




Rogério Rocha

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