domingo, 20 de outubro de 2013

6 webséries que você vai gostar de conhecer

Por Jessica Soares de Superinteressante

Com grandes dramas fazendo sucesso na telinha, o cinema parece ter migrado para a TV. Mas se engana quem pensa que é apenas no “velho meio” que se encontram bons exemplares de seriados. O conteúdo produzido para a internet tem conquistado espaço ao lado de produções de canais tradicionais. Para você não ficar por fora, listamos 6 webséries que você vai gostar de conhecer:

1. The Walking Dead – Websódios
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O fãs de Rick Grimes piram. No último domingo, estreou nos Estados Unidos a quarta temporada da série de zumbis mais amada da TV. Mas, antes do retorno aguardado, a AMC (canal que produz o seriado) já havia garantido o burburinho em torno da atração com o lançamento da terceira leva de pequenos episódios produzidos para a internet. Os websódios de The Walking Dead são tradicionalmente lançados no hiato entre temporadas e acompanham eventos de outras partes do universo dos mortos andantes. Os três episódios da “web-temporada” mais recente, intitulada The Oath, foram lançados em 30 de setembro e, como nos anos anteriores, foram dirigidos pelo produtor executivo e responsável pela maquiagem do seriado, Greg Nicotero. Sangue não faltará.

2. Latitudes
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Estreou na internet e só depois na TV. Latitudes, “um filme em oito destinos”, é um projeto transmídia brasileiro que inverte a lógica que dita que o conteúdo principal deve ser reservado para a telinha. Desde o dia 28 de agosto, todas as quartas-feiras, um episódio novo da websérie encabeçada pelos atores Daniel de Oliveira e Alice Braga e pelo diretor Felipe Braga pode ser assistido no canal oficial do projeto no YouTube. Na série, Alice vive Olívia, uma editora de moda que viaja o mundo. É em suas viagens que ela encontra José, fotógrafo vivido por Daniel, que também vive de hotel em hotel. A cada episódio, com cerca de 12 minutos, acompanhamos os encontros e desencontros do casal em diferentes cidades, aeroportos e estações de trem. Já na TV, a série é diferente: nos episódios televisivos, exibidos nas segundas-feiras no canal TNT, a história já exibida online é entrecortada por trechos em que os atores aparecem lendo e ensaiando as cenas, em um formato que tensiona os limites entre o real e a ficção.

3. Web Therapy
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Rever Lisa Kudrow, a eterna Phoebe Buffay, é motivo suficiente para acompanhar esta série criada para a internet. Na websérie, iniciada em 2008, a atriz de Friends vive Fiona Wallice, uma terapeuta que experimenta um novo e ~revolucionário~ método de terapia online de apenas 3 minutos – sua ideia é que sessões tradicionais de 50 minutos dão margem para que pacientes falem de coisas irrelevantes e sua abordagem manteria só o mais importante em foco. Na real, Fiona está longe de ser uma boa ouvinte (ou terapeuta). Depois de 100 websódios com duração de 3 a 15 minutos, que contaram com participações especiais de nomes como Courteney Cox, Rashida Jones e Jane Lynch (e podem ser assistidos aqui), a série foi adaptada para a TV pelo canal Showtime, onde já está em sua terceira temporada.

4. Comedians in cars getting coffee
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O nome resume bem: em Comedians in cars getting coffee, websérie disponibilizada online em julho de 2012, Jerry Seinfeld leva seus colegas comediantes para um passeio, um café e um pouco de prosa. O carro é escolhido de acordo com a personalidade do passageiro – um “revolucionário” Lamborghini Miura para Chris Rock, um (pouco seguro) e potente Austin Healey para o ácido britânico Ricky Gervais, e um Jaguar poderoso e estiloso para Sarah Silverman. Se, por um lado, o destaque dado aos possantes não é lá muito divertido para quem não diferencia um Palio de um Golf (ou simplesmente não se importa), o papo costuma ser interessante. Em sua terceira temporada, um dos convidados já foi confirmado: Jerry vai dar um rolé com o fantástico Louis CK.

5 e 6. Originais Netflix: House of Cards e Orange is the New Black
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Calma, não trapaceamos na lista. Mas uma série que só pode ser assistida quando se tem acesso à internet também é uma websérie, né?
Até pouco tempo atrás, o Netflix, serviço de TV por internet, se baseava na distribuição online de seriados e filmes produzidos por terceiros. Criada em 1997, oferecendo então o aluguel de filmes online, a empresa aprimorou seus serviços ao longo dos anos e, em 2011, tomou um passo importante ao lançar sua primeira série original, a comédia Lilyhammer, uma co-produção norueguesa e norte-americana. Apesar de ter durado apenas uma temporada, o seriado abriu as portas para a existência de House of Cards. Lançada online em fevereiro de 2013, a série – estrelada por Kevin Spacey e Robin Wright e produzida por David Fincher (de A Rede Social) –entrou para história ao se tornar a primeira série distribuída pela Internet a ser indicada à categoria de Melhor Drama dos prêmios Emmy. O drama político arrematou ainda outras 8 indicações, incluindo a de melhor ator e atriz para a dupla Spacey-Wright e de direção para David Fincher, levando para casa três prêmios.
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No ano que vem, a categoria pode ganhar outro representante de peso: em julho de 2013, o serviço online lançou 13 episódios de Orange is the New Black, drama que se passa dentro de um presídio feminino. Inspirada nas memórias da estadunidense Piper Kerman, a série acompanha a personagem que vai parar na cadeia depois ser indiciada por transportar dinheiro ligado ao tráfico de drogas na juventude. Na prisão, somos apresentados às complexas histórias das detentas – vividas por um elenco brilhante que merece um destaque à parte. Vale conferir.
Bônus: Outras duas séries originais do Netflix receberam menções no Emmy 2013: Arrested Development – cujas três primeiras temporadas foram veiculadas entre 2003 e 2006 na Fox, e em 2013 ganhou uma quarta temporada original no serviço online -, e o terror Hemlock Grove.
Publicado originalmente em SUPERINTERESSANTE

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